<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417</id><updated>2012-02-16T23:43:32.170-02:00</updated><title type='text'>Nem 5 minutos guardados dentro de cada cigarro</title><subtitle type='html'>O que você vê?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-1866215451239342618</id><published>2011-06-16T18:10:00.000-03:00</published><updated>2011-06-16T18:10:15.528-03:00</updated><title type='text'>Livro à venda na internet</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;Se você, ca@ leitor@, acha que eu mereço alguma pelo trabalho de escrever, revisar, diagramar e publicar esse livro, considere comprar um exemplar. Tem ebook e versão impressa.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_614481584"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.bookess.com/read/8475-nem-5-minutos-guardados-dentro-de-cada-cigarro/"&gt;http://www.bookess.com/read/8475-nem-5-minutos-guardados-dentro-de-cada-cigarro/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_614481587"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.clubedeautores.com.br/book/45305--Nem_5_Minutos_Guardados_Dentro_de_Cada_Cigarro"&gt;http://www.clubedeautores.com.br/book/45305--Nem_5_Minutos_Guardados_Dentro_de_Cada_Cigarro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-1866215451239342618?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/1866215451239342618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2011/06/livro-venda-na-internet.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1866215451239342618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1866215451239342618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2011/06/livro-venda-na-internet.html' title='Livro à venda na internet'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-5001357619799831</id><published>2009-09-15T19:44:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T18:16:49.395-03:00</updated><title type='text'>Versão pré-revisão em PDF</title><content type='html'>&lt;div style="color: #990000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: justify;"&gt;Disponibilizada para download&lt;span style="background-color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/280395570/Nem_5_minutos_guardados_dentro_de_cada_cigarro.pdf.html"&gt;&lt;span style="background-color: black; color: lime;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Menos de 1mb o arquivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Enjoy!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Ps.: Qualquer dica de revisão, favor postar nos comentários! &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-5001357619799831?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/5001357619799831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/versao-pre-revisao-em-pdf.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/5001357619799831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/5001357619799831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/versao-pre-revisao-em-pdf.html' title='Versão pré-revisão em PDF'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-1001340902134425367</id><published>2009-09-13T18:58:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:59:19.301-03:00</updated><title type='text'>Falácias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não ame quem não te ama."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando muito tempo em provérbios que eu escutava quando era criança. Os olhos dele me fitavam, congelados naquele pedaço de papel brilhante. Meus pais me olhariam torto se pudessem saber o que anda acontecendo na minha vida. Eu quebrei as regras que, teoricamente, me guiariam pelo caminho da felicidade. Me apaixonei. Me apaixonei por uma sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei suando frio. Ressoava pelo pequeno apartamento ruídos de passos. Fiquei tão assustada que não consegui me levantar. Simplesmente continuei encolhida na cama sob o edredom desejando que ele estivesse comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo era mais cruel do que meus pais me fizeram acreditar. A felicidade deles quando os gêmeos nasceram (eu tinha quatro anos e estava puta de ciúmes) não deixava transparecer todas as angústias. Deliberadamente, felizes, lágrimas nos olhos, eles encheram o mundo com mais três infelizes indivíduos, torcendo pela felicidade deles. Esquecendo todas as misérias e crueldades. É claro qie todo esse cenário de filme da Disney desmorona quando se chega à escola, e o pó vai se compactando até que você chega na faculdade (achando que tudo de ruim ficou para trás com o vestibular) e descobre que é uma coisa. Uma coisa que pensa, sente, mas ainda assim uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, o amor. O sentimento mais bonito, a solução de todos os problemas! A gente acaba se entregando achando que vai resolver tudo e ser feliz, apesar de todas as desgraças. Mas as coisas não são assim. Tem gente que é mártir e gosta de viver sofrendo, mas esse nunca foi o meu caso. Me apaixonei, amei, mas minha vida não é novela das oito nem filme de Hollywood, então eu me desiludi. Eu nunca seria como meus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto então à foto do meu ex-marido. O fantasma que vai me assombrar para o resto da minha vida. Nos apaixonamos, casamos, aquele sentimento pueril de "vamos constituir uma família". Mas bem cedo eu percebi que não queria uma família. Eu não queria repetir os erros dos meus pais. E no fim das contas eu descobri que ele não me amava de verdade, ele queria uma empregada, uma mãe de família, uma prostituta barata. Ele não queria uma mulher, uma companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não ame quem não te ama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou sozinha de novo, com tudo vindo mais forte e doloroso.&lt;br /&gt;Meu mundo já estava caído, e eu nem vou tentar juntar os caquinhos. Let it bleed. A vida acaba se revelando, cada um no seu tempo, como uma grande sucessão de grandes mentiras. Eu já estou tão cansada que vou continuar, empurrando, até acabar. Que diferença eu poderia fazer? Só tenho mais uns trinta anos, se eu ficar na média da expectativa de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-1001340902134425367?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/1001340902134425367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/falacias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1001340902134425367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1001340902134425367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/falacias.html' title='Falácias'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-7685308310181956375</id><published>2009-09-13T18:57:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:58:01.143-03:00</updated><title type='text'>Oi, tem alguém aí?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Você está esperando um milagre?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Hummm... Acho que sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Não consegui dormir aquela noite. Ainda estou pagando o preço da insônia. A voz suave ainda ecoa na minha mente. Isso tudo é muito complicado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Fiquei moída essa semana. Acordava cansada, passava o dia inteiro cansada, chegava cansada em casa, mas não conseguia dormir. Não consigo dormir. Passo dias e noites em claro. Vida chata, essa minha. Acho que estou esperando um furacão derrubar a casa e me forçar a mudar. Esperando milagres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Sem pensar muito, comprei latas de tinta, rolos, pincéis, jornais velhos. Pintei a casa toda de vermelho, sozinha. Faltei no trabalho uma semana. Desliguei o telefone para não ser incomodada. Pensando bem, agora, nem quero ver a fatura do cartão de crédito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;A casa ficou escura. O psicólogo diria que meu ambiente é inibidor do meu comportamento de leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Briguei com Alex. Não aguento mais. Parei de tomar os remédios. Não voltei mais no psiquiatra. Acontece que eu quero beber, quero fumar, sinto falta de dirigir. Nada disso é compatível com a normalidade encapsulada que me empurram goela abaixo. Efeitos colaterais de parar de tomar os remédios: insônia e síndrome de abstinência. Vai passar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Fiquei um pouco irritada hoje de manhã e quebrei toda a louça da casa. Não quis limpar a sujeira e acabei cortando os pés nos cacos. O chão coalhado de caquinhos ficou manchado de sangue. Continuo não querendo limpar nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Voltei ao psiquiatra e pedi uma receita de codeína para os pés. Ele relutou um pouco, mas acabou receitando o analgésico e um ansiolítico. Comprei umas cinco caixas de cada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu vou tomar os remédios. Todos de uma vez. Vou dormir para sempre e acabar com essa agonia. Vou calar essas malditas vozes, cessar essas malditas crises. Vou me livrar dessas pessoas idiotas que me circundam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Alguém apaga essa porra de luz branca!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu não precisei morrer para ir para o inferno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- É só uma picada de abelha, aí você vai dormir, mocinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Só me diz uma coisa antes de me deixar confortavelmente entorpecida de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- O que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Por que me deixar viva? Eu sou uma louca inútil mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Porque se eu não fizer isso eu vou ser acusada de omissão de socorro e homicídio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Então eu sou um peso morto vivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;- Exatamente. Agora cala a boca e dorme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu até queria tentar de novo. Mas não tenho mais ânimo para nada. Nem para morrer. Isso vai acontecer uma hora ou outra. Por ora tudo o que eu quero é dormir. Normalidade encapsulada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-7685308310181956375?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/7685308310181956375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/oi-tem-alguem-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/7685308310181956375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/7685308310181956375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/oi-tem-alguem-ai.html' title='Oi, tem alguém aí?'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-1727005008423593265</id><published>2009-09-13T18:56:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T18:56:30.781-03:00</updated><title type='text'>Desencanto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Nada como um dia após o outro.&lt;br /&gt;Alice abriu os olhos lentamente; a luz do sol que invadia o quarto lhe doía os olhos. Ela enrolou um pouquinho na cama e depois acabou por levantar. Fez um café bem forte, que tomou de um gole só. O dia seria duro.&lt;br /&gt;Depois da primeira aula, Alice já estava exausta. E ainda havia muitas outras aulas a dar. Depois de tantos anos... O sonho estava lentamente se desvanecendo, dando lugar a uma rotina cansativa. Para acumular um salário razoável como professora ela preencheu quase todo o tempo com aulas, e aquela aura de transmissão de conhecimento foi empalidecendo e se tornou uma ilusão distante. Tudo foi se automatizando. Alice trabalhava tanto, e vivia só, acabava não tendo com o que gastar o excedente do dinheiro que ganhava. Ou melhor, com o preço de sua venda, da venda do seu tempo, da sua capacidade, da sua voz, da sua sanidade.&lt;br /&gt;Pensar em tudo isso a deixava desolada. E em dez minutos havia mais uma aula, mais cinquenta minutos de tortura. Era preciso amortecer aquele sentimento de desesperança. Então Alice pegou um analgésico na bolsa, tomou com um copo de água e uma outra xícara de café, e rumou para a sala de aula. Sentia-se um bocado enjoada, sonolenta, mas era melhor o desconforto físico que o psicológico.&lt;br /&gt;O dia transcorreu como todos os outros, escorrendo lentamente como se a clepsidra estivesse entupida. Ao cair da noite, Alice estava esgotada. Seria fácil dormir, mas ela não queria, no fundo. O pior não era o cansaço. O pior era saber que todos os dias são iguais, saber que não há saída. Pior era lutar conscientemente a mesma batalha perdida, dia após dia, infinitamente, e no final a morte a lhe roubar o resto. Bem, talvez fosse melhor dormir mesmo, e depois acordar de novo. Era preciso lutar. Como ela lutou todos aqueles anos durante a faculdade de Letras, trabalhando e estudando e sonhando com dias melhores, sonhando com o diploma nas mãos que abriria as portas para a sua realização profissional e pessoal. Alice se agarraria àquele sentimento de outrora, talvez assim ela reunisse forças para continuar. Talvez assim ela pudesse se reconciliar consigo mesma.&lt;br /&gt;Eram duas horas da manhã quando Alice se deitou e dormiu. Sonhou com campos de margaridas e brilhantes raios de sol. O dia seria duro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-1727005008423593265?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/1727005008423593265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/desencanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1727005008423593265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1727005008423593265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/desencanto.html' title='Desencanto'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-8878294806550979527</id><published>2009-09-13T18:53:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T18:55:25.019-03:00</updated><title type='text'>Cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Nada mais é como antes, e tudo parece pior.&lt;br /&gt;As ruas estão cada vez mais escuras e cinzentas.&lt;br /&gt;Os prédios estão cada vez mais altos e cinzentos.&lt;br /&gt;As pessoas estão cada vez mais oprimidas e cinzentas.&lt;br /&gt;Tudo oprime, tudo é injusto e cruel, mas ninguém fala nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E por que falariam? Quem ouviria os gritos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E o que dizer quando se têm que viver, por puro instinto animal que restou apesar de toda a evolução biológica do ser humano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a cultura oprime, a comunidade oprime, e todo o sistema se auto-regula e sobrevive por si mesmo infinitamente, sem nenhuma perspectiva de mudança.&lt;br /&gt;E a gente vai aos poucos, não vivendo, mas existindo, empurrando com a barriga, até que tudo se acabe.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o mundo vai continuar lá, do mesmo jeito que ele estava antes de nascermos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nada vai mudar.&lt;br /&gt;Talvez mude, mas para pior.&lt;br /&gt;Sempre para pior.&lt;br /&gt;Tudo sempre a mesma massa cinzenta e fosca sob o mesmo céu.&lt;br /&gt;O mesmo céu e pessoas diferentes debaixo dele.&lt;br /&gt;Diferentes em tudo, e iguais apenas no desrespeito consigo mesmas e com os outros.&lt;br /&gt;Outros diferentes e iguais como todos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nosotros.&lt;/span&gt; Nós, os outros.&lt;br /&gt;Nós, sob o mesmo céu cinzento de fumaça que é e não é nossa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-8878294806550979527?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/8878294806550979527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/cinzas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8878294806550979527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8878294806550979527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/cinzas.html' title='Cinzas'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-7689342166533958277</id><published>2009-09-13T18:51:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:52:32.872-03:00</updated><title type='text'>Angst 2a Parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;"É uma pena que esse tipo de coisa não exista para durar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Alexxis passou todo o fim de semana pensando na efemeridade das coisas, meio catatônica, distante. Andreas ameaçou se preocupar, mas não pôde demover a esposa de seu torpor. Foi melhor assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Aquele não era definitivamente um casamento perfeito. Andreas era ciumento, possessivo, um tanto bronco. Alexxis era dócil, distante, perdida em pensamentos e divagações. Como água e fogo, conviviam às turras, oprimidos pelas aparências e pelo passar do tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Mas nos últimos tempos cessaram as brigas. Alexxis simplesmente se calou. Andreas fez de tudo, bateu, xingou, mas Alexxis nem se movia. O pior foi a indiferença, que rasgou mais fundo na alma do marido. Por fim ele se cansou, e já não era mais que a sombra emudecida de antes. Secretamente, Alexxis sorriu: conseguiu domá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Estranhos dividindo o mesmo leito, sem nada que os mantivesse unidos, Alexxis começou a divagar mais e mais sobre seu destino triste. Não fora ela, como Sartre, condenada a uma liberdade que lhe fora imposta sem pedir, e que se revelava cada vez mais cara? Não estava ela incluída no rebanho de condenados ao eterno sono que inexoravelmente se apresenta a tudo que é vivo, consciente ou não do seu triste fado? A vida se mostrava cada vez mais melancólica e inútil, à medida que Alexxis pensava, e aos poucos ela foi reagindo, se tornando mais mórbida, narcotizada e perplexa, até que emudeceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Nada faz sentido, nada dura, então não importa o que se pode fazer ou temer. No fim vem a escuridão e o esquecimento e a impessoalidade da morte, quando restam apenas pó e ossos e talvez um epitáfio num cemitério qualquer. Coisas que invariavelmente se apagarão aos poucos, até que não reste nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Andreas não pôde perceber o que estava acontecendo com sua mulher; ele mesmo já estava murchando e deixando de pensar nas coisas, que agora lhe pareciam tão supérfluas. Deixava-se viver como vive um bicho: passava pela vida sem sentir, sem existir totalmente, apenas comendo e respirando por obrigação instintiva, quase que esquecendo que a morte existe para todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;A morte veio para Andreas como uma brisa quente no litoral, quando ele teve um aneurisma cerebral que se rompeu. Ele se deitou para dormir e jamais acordou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Alexxis já estava tão acostumada com sua solidão crônica que nem sentiu a viuvez. Teve uma breve inveja do marido, que não sentiu o bater das asas do anjo negro soprando em seus ouvidos. Existencialista, Alexxis disse a si mesma o que disse Albert Camus: "a questão filosófica mais séria é o suicídio". Já sabia há muito que não teria a mesma sorte de Andreas: morrer sem sentir é o destino dos bichos, e ela tinha consciência de si. A catatonia foi o alto preço cobrado por não querer ser bicho, por não querer ser drogada, por não querer ser livre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;A pílula azul veio para Alexxis na forma de uma corda e uma cadeira chutada para longe. Diferentemente de todo o resto, isso sim, duraria para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-7689342166533958277?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/7689342166533958277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/angst-2a-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/7689342166533958277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/7689342166533958277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/angst-2a-parte.html' title='Angst 2a Parte'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-4578772689756448130</id><published>2009-09-13T18:43:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:44:42.101-03:00</updated><title type='text'>Angst</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu nasci com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Foi uma cesariana de risco, mas correu tudo bem.&lt;br /&gt;Meu avô morreu quando eu tinha quatro anos. Eu me lembro muito pouco dele vivo, mas me lembro bem do caixão rodeado de velas na sala de estar, da minha mãe chorando atrás da geladeira, das bolinhas de chocolate que eu e meu irmão ganhamos quando fomos mandados para a casa dos padrinhos do meu irmão.&lt;br /&gt;O jazigo onde meu avô e os ancestrais dele estão enterrados tinha azulejos azuis. Digo "tinha" porque quando fui lá ano passado os azulejos estavam desbotados, cinzentos e esbranquiçados. O nome do meu avô não está escrito lá.&lt;br /&gt;Eu me lembro de afirmar que iria me matar aos 15 anos. Eu tinha 8 ou 9 anos. Hoje eu tenho 18 anos, o que significa que eu não cumpri minha promessa.&lt;br /&gt;Eu me lembro de tomar meio vidro de aspirinas achando que ia morrer. Mas eu acho que ainda não sabia o que era morrer. Não como eu sei hoje.&lt;br /&gt;Março de 2007. Quarta-feira era dia de promoção no cinema. Filme: A Procura da Felicidade. Na volta, eu e o Fernando subindo a Goiás, um primo meu que nem reconheci na hora me pára na rua e diz:&lt;br /&gt;- Você é a Bárbara, né? A filha da Vaninha?&lt;br /&gt;- Sou... Por quê?&lt;br /&gt;- Você tá indo encontrar sua mãe?&lt;br /&gt;- Eu to indo na minha avó.&lt;br /&gt;- Avisa sua mãe que a Fernandinha morreu.&lt;br /&gt;- Como?!&lt;br /&gt;- A Fernandinha morreu. - Lágrimas nos olhos. - Hoje à tarde. Acidente de carro. Avisa a Vaninha pra mim.&lt;br /&gt;- Uai... Aviso... Que coisa triste...&lt;br /&gt;Fui embora quase que em estado de choque. A Fernanda! A minha prima linda, modelo, que brincava comigo no sítio! 21 anos apenas! Bem, ela morreu, naquela quarta-feira que até então era um dia bonito, num acidente de carro terrível. Basicamente ela estava viajando no interior de São Paulo, fez uma ultrapassagem proibida e bateu de frente num caminhão. Morte instantânea. A carona sofreu muitos ferimentos mas sobreviveu, assim como o bebê que esperava. E eu? Fui no velório, no enterro, e nunca mais parei de ter pesadelos e momentos de prostração pensando na morte.&lt;br /&gt;Uma grande amiga que não vejo há anos, mas que jamais esquecerei, uma vez me contou uma história muito triste. Ela estava decidida a se matar. Tinha tudo preparado. Só saiu naquela tarde para resolver os últimos detalhes da rotina cansativa. Mas não foi uma tarde comum. Minha amiga encontrou uma antiga conhecida dela, que não encontrava há décadas. Essa conhecida dizia que sua filha havia se suicidado, no interior de São Paulo, e que seus netos estavam vindo morar em Divinópolis com ela. O neto mais velho viu a mãe pendurada na varanda. Depois disso, minha amiga nunca mais pensou em suicídio. Sinto falta dela...&lt;br /&gt;Eu ainda guardo o vidro de veneno azul no armarinho do banheiro. Mas os fantasmas me perseguem. Acho que o veneno vai ficar lá...&lt;br /&gt;Sexta-feira passou um especial sobre os Mamonas Assassinas. Foi muito legal assistir porque me lembrou minha infância (eu fui num show deles em Divinópolis! Eu tinha cinco anos, e minha mãe me levou a mim e a uma vizinha amiga minha, de seis anos, além de uma amiga da minha mãe que também foi). Mas depois eu comecei a ter tipo uma crise. O mais velho dos Mamonas tinha 28 anos. O mais novo tinha 22. É estranho pensar que há 12 anos eles estavam vivos, vestidos de Chapolim no Parque de Exposições, e agora eles são comida para vermes e bactérias e fungos. Se é que em 12 anos restou alguma coisa mais que ossos. Assim como minha prima, que era uma modelo jovem e maravilhosa, e hoje é uma massa de carne podre e ossos. Adiantou alguma coisa ela ser linda?&lt;br /&gt;A morte tira de nós aquilo mais prezamos ultimamente: nossa subjetividade. A morte é impessoal. A morte é inexorável. A morte destrói tudo o que sonhamos. Por isso ela dói tanto. Embora seja algo bom e necessário, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Meu irmão estava vendo comigo o especial dos Mamonas Assassinas quando disse:&lt;br /&gt;- Bom mesmo é morrer novo, no auge. Morrer novo é viver pra sempre.&lt;br /&gt;"Let us die young or let us live forever" é um verso da música Forever Young. O refrão é assim:&lt;br /&gt;"Forever young, I want to be forever young&lt;br /&gt;Do you really want to live forever?"&lt;br /&gt;Faz sentido?&lt;br /&gt;Kurt Cobain também morreu jovem e bonito. Eu me pergunto se o Nirvana seria tão idolatrado e lendário hoje se o Kurt não tivesse morrido. Será que ele seria tipo o Ozzy Osbourne, um velho caduco e mais ou menos esquecido? Ele seria um Keith Richards, um Mick Jagger?&lt;br /&gt;A morte é uma incógnita, assim como as histórias paralelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Angst é uma palavra em alemão que pode significar medo ou angústia, dependendo do contexto.&lt;br /&gt;Heidegger disse que a angústia que o homem sente diante da morte é o que o define como humano (depois Sartre faz uma afirmação diferente, dizendo que a morte retira o significado da vida, enquanto que Heidegger acreditava que a morte é o que dá significação à existência). Agamben reafirma que o homem é o único ser "mortal", no sentido de ser o único que sabe de antemão que vai morrer, que tem consciência de sua finitude. Segundo ele, no grego antigo, "homem" e "mortal" eram a mesma palavra.&lt;br /&gt;Eu acho que Angst é uma palavra perfeita pra designar minha idéia de morte. Combina o medo do desconhecido e do nada que inundam o ser humano com a angústia de saber que a morte é o derradeiro e inexorável destino que lhe cabe. Que o homem é o ser vindo do nada e em direção ao nada.&lt;br /&gt;Nós temos duas certezas na vida: estamos vivos e vamos morrer.&lt;br /&gt;Se isso é bom ou ruim eu não sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-4578772689756448130?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/4578772689756448130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/angst.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4578772689756448130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4578772689756448130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/angst.html' title='Angst'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3839350349523940099</id><published>2009-09-13T18:42:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:43:43.864-03:00</updated><title type='text'>Anna</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Anna vivia num mundo verde. Esse era seu grande problema. Porque todos ao redor (quando ela ainda estava do lado de fora) viviam no cinza. Então ela sofria muito, por não compartilhar da mesma realidade.&lt;br /&gt;As coisas eram feias e tristes na metrópole onde ela morava. As ruas eram escuras e sujas, cheias de becos e mendigos e animais abandonados e crianças famintas. O céu sempre estava encoberto pelos edifícios enormes e cinzentos e a fumaça cinzenta. Não havia árvores, nem grama, nem flores. Apenas concreto armado. Mas Anna não pertencia àquele mundo. Ela era verde. Sua vida interior borbulhava como um caldeirão de caldo verde fervente.&lt;br /&gt;Talvez tenha sido por isso que ela foi presa.&lt;br /&gt;Anna foi mandada por sua família para uma prisão branca e cinza. Havia algumas árvores, um pouco de mato, mas continuava sendo uma prisão cinzenta.&lt;br /&gt;Até que ela se cansou da realidade. Parou de comer, de conversar, de conviver. O verde já havia se apagado dentro dela. Anna se tornou um cinza muito mais sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna viveu até os 52 anos num hospício na Áustria, até morrer. Provavelmente suicídio. Ninguém sabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3839350349523940099?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3839350349523940099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/anna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3839350349523940099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3839350349523940099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/anna.html' title='Anna'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-2770979894546577301</id><published>2009-09-13T18:41:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:42:43.049-03:00</updated><title type='text'>Metástase</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;12-03-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Semana passada eu li sobre aquela teoria do choque. Parece bastante assustador para quem vê, mas eu não sei se é bom ou ruim para o paciente. O médico que concedia a entrevista garantia que era um tratamento muito bom, seguro, saudável. Nunca sei no que acreditar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;13-03-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;"Do you really want to live forever?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu não sei... Mas às vezes a perspectiva de morrer me aterroriza. Viver para sempre deve ser muito chato...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Tive um pesadelo. Queriam me assassinar, depois de matar uma amiga minha (cuja face não reconheci), e com requintes de crueldade (derreter o cérebro com um líquido injetado na cabeça). Eu tinha que fugir o tempo todo, mas era o tempo todo seguida por pessoas diferentes. Mesmo protegida por grades e muros e pessoas eu vivia com medo de morrer. Acordei encharcada de suor às duas da manhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Ele me ligou tão tarde ontem... Me senti tão abandonada, esquecida, morta... É complicado tentar associar as suas idéias e as suas necessidades a outras pessoas. Principalmente quando se trata de alguém com vínculos afetivos demasiado estreitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Não. A vida não pode fazer sentido. Preciso concordar com o professor de Filosofia: eu invejo os animais. O ser humano é o único ser mortal. Os animais não têm consciência da morte, ao passo que para o humano essa é uma das maiores fontes de angústia. O nada amedronta o homem, e a morte é a passagem para o nada. Para o esquecimento. Para a destruição daquilo que um dia representou alguma coisa. Mas eu gosto de pensar na morte como uma coisa boa, como "o fim da festa", o derradeiro descanso desse desfiladeiro de atribulações. Ainda assim, talvez fosse melhor se eu não soubesse que vou morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Não sei quem sou, só sei do que não gosto. Eu não gosto de iogurte natural, de trabalho doméstico, de ficar parada, de ficar sozinha, de padronização. Eu não sei jogar bem xadrez, mas queria uma gata chamada Dinah. Ou Alice.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;25-03-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu ganhei muito chocolate esse fim de semana. Eu até gosto de chocolate, mas acho enjoativo e além disso sou alérgica. Não vejo outra graça na Páscoa, a não ser o feriado prolongado. Tenho me sentido muito mal. Até quando eu vou viver em função do próximo fim-de-semana ou feriado? Como viver em função de um espaço que eu não ocupo mais? Como viver uma vida que não é mais minha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;"Cogito ergo sum". Eu vou morrer porque estou viva. "Não tenha inveja dos mortos". Não tenho inveja dos vivos. Nem de mim. Se eu apressar o processo e usar meus pulsos como saída de emergência, o que vai acontecer? Até onde abdicar de uma vida miserável e abraçar a morte pode ser uma boa saída? Existe uma boa saída? O que é bom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;10-04-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;"Deus está morto. E nós o matamos. E ainda comemoramos. Vocês não sentem o cheiro da putrefação cósmica? Vocês não vêem os oceanos ressecados, o sol apagado?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu sou uma mercadoria. Eu me vendo. E por muito pouco. Não há mais lugar para a peça humana no meio desse relógio mecanizado. O que interessa é produzir-consumir, num ciclo sem fim. O que interessa é o establishment. O pós-modernismo sepultou a razão. E agora? Como ficamos nós, desamparados, já que Deus está morto e a ciência está em seu crepúsculo? Estamos sem referencial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Essa cadeira não existe. Nada existe. Estou há quase uma semana me sentindo abandonada. estamos incomunicáveis. Sozinha, desamparada, desfocada. Eu deveria pular do terraço, mas não posso. Preciso ouvir a voz dele de novo, tocá-lo de novo. Ou vou apodrecer por dentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;11-04-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Ontem, depois do almoço, ele me ligou. Eu estava sentindo sua falta, tanto... Esvaziei um pouco as glândulas lacrimais e depois tentei dormir. Foi difícil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;12-04-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Não quero esse mundo. Não quero essa sociedade. Não quero esse sistema. Não quero essa vida. Mas também não quero morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;15-04-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Eu vivo na era da laicização do mundo. E daí? Talvez fosse bom ter um pouco de sagrado. Talvez fosse bom ter fé. Mas eu não sei, nunca vi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;"Because sometimes you feel weak&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;You feel weak, you feel weak&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;And feeling weak you just want to give up..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;07-05-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;E se Baudrillard estiver correto? E se vivemos no mapa, e não no território? E se tudo for um simulacro do real?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Tenho dormido tão pouco e mal ultimamente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;21-05-08&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;18 anos. Grande coisa. Pelo menos agora não vou mais ser barrada em show e vou poder fazer minha tatuagem e meu piercing. No mais, nenhuma diferença. O camarão com o Fernando ficou para depois do feriado. Uma pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-2770979894546577301?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/2770979894546577301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/metastase.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/2770979894546577301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/2770979894546577301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/metastase.html' title='Metástase'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-8644626679428780614</id><published>2009-09-13T18:40:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:41:20.152-03:00</updated><title type='text'>Acrílico Sobre Lona</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    - Sinto muito, ela não mora mais aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Lágrimas rolando pelas faces pálidas e frias. Não adiantam desculpas. Ela não mora mais aqui... É só saudade. Vermelho sobre negro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    (Se ela não mora mais aqui, onde ela está? Dentro de mim?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Peguei os lençóis brancos. Nunca quis deixar você tão triste… Me desculpe – mas desculpas quase nunca são sinceras. Peguei as tintas, as lágrimas, o óleo de linhaça. Era sempre o mesmo, a mesma traição... (Eu me pergunto onde doía mais...). Flores murchas num papel grosso. Restos de carvão e nanquim no pote em cima da mesa. Prometemos que nunca seríamos três. (Talvez quebrássemos a promessa, se você ainda estivesse aqui.). Pinceladas frias e salgadas sobre a tela branca. Prometo que isso nunca vai acontecer – mais uma vez. As flores murchas não são amores-perfeitos. Às vezes é difícil esquecer. Trabalhei (você) em luz e sombra e tons frios. Por que você tinha que ir embora?! “Ela não mora mais aqui...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    (Me deixou todo partido com sua partida.).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Por que os instintos sempre são mais fortes que a razão? Você nunca deu atenção a nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Talvez por isso eu esteja hoje sozinho e imerso na escuridão salobra. Em quem tudo doía mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Não! Nada disso aconteceu assim!... Mais um pouco de tinta azul na tela. Por que eu finjo que acredito no que invento? Minha visão é cinza. Os arranha-céus só aumentam, em tamanho e quantidade. Nem dá mais para ver as estrelas, do terraço, à noite, como costumávamos fazer. Pinceladas brancas ao acaso. Eu fiz o retrato mais perfeito... Desculpas não são sinceras, mas eu fui! Por que não podia (posso) esquecer? Uns pontos pretos no mar azul. Perfeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Eu ainda te amo, mas você nunca vai saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    (Será que gostaria?...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Espero que esteja murcha e cinza – como as flores e eu. Ou não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Rasgo em tiras a tela escura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Sinto muito, ela não mora mais aqui... Com toda a certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    (E em tiras também fica o meu peito.) Nada dura para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    “Nós vivemos num mundo de trevas, meu bem.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    (Que no fogo arda todo o seu ser!) E o azul desaparece no vermelho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Prometo que isso nunca vai acontecer – mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Guardei todas as tintas e óleos pela última vez. A noite é suave e doce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Ele não mora mais aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    I non ti scordar di me. Adeus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-8644626679428780614?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/8644626679428780614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/acrilico-sobre-lona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8644626679428780614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8644626679428780614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/acrilico-sobre-lona.html' title='Acrílico Sobre Lona'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-1032235205502417327</id><published>2009-09-13T18:38:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T18:40:03.625-03:00</updated><title type='text'>Pequena História Crítica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    “E no início era o verbo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Bem, poderia muito bem ser o Substantivo, o Artigo, a Preposição, o Adjetivo; mas por algum motivo ficou assim: o Verbo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Ah, sim. Depois de um tempo, o Verbo se fez carne. Coisa ridícula. Verbo-carne! Nada a ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Mas assim se fez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    E o Verbo, que virou carne, foi morto na cruz. A cruz é um dos piores e mais simples instrumentos de tortura já inventados pelo bicho-homem. Aliás, foi o bicho-homem, em sua profunda ignorância, que matou o Verbo-carne. Na cruz, diga-se de passagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Mas, mesmo depois de morto, o Verbo fez-se carne novamente; e só precisou de três dias!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Foram trinta e três anos de Verbo-carne e três dias para ressuscitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    E depois disso um monte de gente começou a achar que o Verbo-carne era na verdade filho do Verbo. Só que, ao mesmo tempo, ele continuava a ser o Verbo, então Pai e Filho eram um só Verbo. Além do Espírito, claro! Eu fico imaginando por que Verbo, por que três, por que cruz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Verbo designa ação, movimento, acontecimento. É, faz sentido, se levar em conta que acham que foi o Verbo que criou o mundo (“E faça se a luz!”).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Três... É, não sei por que três. Deve ser porque é um número bonitinho, todo redondinho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Cruz... Bem, a cruz era um troço realmente horrível. Mesmo. O sujeito ficava pendurado, com o próprio peso pressionando os pulmões, até morrer asfixiado (pra quem não sabe, é falta de ar). O problema é que esse negócio demora pra caramba e, suponho, deve doer muito também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Mas por que diabos escolher esse troço horrível para simbolizar o “triunfo do Filho do Homem sobre a Morte”? (Eu acho que, nesse caso, Homem é sinônimo de Verbo. Esquisito, não?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Ah... O Verbo criou o mundo, encarnou, foi assassinado, ressuscitou e voltou pro céu. Aliás, por que céu? Aquele troço azul, infinito, distante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Bem, eu acho que no fim das contas o Verbo vai se encher e falar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    “Apague-se a luz!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    E mandar todo o mundo (literalmente) pro raio que o parta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    [...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    AFF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Ta esperando o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Já acabou, sua ostra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-1032235205502417327?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/1032235205502417327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/pequena-historia-critica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1032235205502417327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/1032235205502417327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/pequena-historia-critica.html' title='Pequena História Crítica'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-5650389346610731923</id><published>2009-09-13T18:36:00.001-03:00</published><updated>2009-09-13T18:38:01.074-03:00</updated><title type='text'>Faces da Morte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;A lua pairava, alaranjada, seu reflexo ondulado no leito do rio calmo. Nem tão calma era a cidade ao redor do rio, fervilhando de gentes e de bichos. Naquele ano de 1326, Praga era uma cidade como as outras de sua época, infestada de ratos e bactérias e protozoários, um grande reservatório de doenças contagiosas. Os seres humanos, mais aparentados com os bichos, viviam amontoados sem o menor asseio. Morria-se de velhice antes dos trinta. Morria-se antes mesmo de nascer. A fome e a peste espreitavam as esquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A morte é figura conhecida desse povo, num momento em que medicina e charlatanismo se confundiam. Naquela noite em Praga, a lua alaranjada ondulando sobre o Vltava, um enterro noturno passava pelo labirinto. Morrera o primogênito de um artesão local, a Dama Inexorável o arrebatou ainda na segunda infância. Os uivos de dor da jovem mãe ecoavam até perto das planícies a leste. Acostuma-se com a banalização da passagem, tão numerosos são os caminhos que até ela levam, mas a dor que ela causa nunca cessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Anatole estava solitário à beira do Vltava, ouvindo ao longe os testemunhos da dor de uma mãe que perde seu filho para a morte tão cedo, e pensava. Pensava em como as coisas seriam diferentes se ele tivesse seguindo por outros caminhos. Antecipando Ofélia em alguns séculos, em alguns instantes Anatole se jogaria no rio. Ele sabia que o Inferno o aguardava, como a todos os outros suicidas. O maior pecado que se poderia cometer era deliberadamente abrir mão do dom mais precioso ofertado por Deus, escarnecer de Seu maior presente. Em parte, Anatole ainda tremia ao pensar que ele estava traindo ao Senhor, abdicando de sua missão. Ele estava abandonando uma vida miserável por uma eternidade de sofrimentos abomináveis perpetrados por sua insubordinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele pensava nos gritos de sua mãe ao vê-lo morto. Em sua cova proscrita, longe do solo sagrado dos cemitérios, sem nenhum tipo de identificação. Ele pensava, mais do que tudo, em sua morte. A água em seus pulmões, a respiração impedida, a dor que ele sentiria. Sua existência toda até ali fora uma grande cadeia de sucessivas dores. Sua existência posterior seria uma grande provação eterna. Que diferença iria fazer aquela pequena dor a mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Anatole se ergue, tomou uma longa e última inspiração, fechou os olhos, e pulou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A água era gelada. O vento era cortante. Mas a noite era doce e a lua brilhava alaranjada no céu. Perdão, Senhor, por esta última ofensa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-5650389346610731923?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/5650389346610731923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/faces-da-morte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/5650389346610731923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/5650389346610731923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/faces-da-morte-ii.html' title='Faces da Morte II'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-5664077760456185896</id><published>2009-09-13T18:32:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:36:12.500-03:00</updated><title type='text'>Faces da Morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Havia tanto sangue. Ela não conseguia escutar a pulsação ou a respiração dele, apesar do silêncio mortal instalado no quarto vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Ele estava morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;O sangue pingava dos pulsos dilacerados, e, a despeito da palidez da morte estampada na pele muito alva, havia um sorriso em seus lábios, como se ele tivesse tentado sorrir durante um instante de muita dor. Aquele sorriso iluminava a face pálida do cadáver empapuçado pelo sangue coagulado que escorria dos cortes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Ela se fixou nos olhos verdes, brilhantes, que estavam abertos e deixavam uma impressão de felicidade e dor. Aqueles olhinhos, duas esmeraldas afundadas nas órbitas do rosto muito branco e frio daquele homem bonito, um tipo meio franzino mas de feições delicadas e esbeltas. Cabelos cor de mel (agora sujos de sangue), aquela cascata escorrendo até os ombros, emoldurando aquele rosto angelical, aquele sorriso de quem sente prazer na dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;De repente o sangue parou de pingar daqueles pulsos, e o que já havia escorrido sujava o quarto e começava a coagular. Em tese, ela deveria chamar a polícia e dizer que o amor de sua vida cortou os pulsos. Mas havia nele um tipo de magnetismo que a impedia de se afastar para pegar o telefone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Por incrível que pareça ela não conseguia parar de chorar. Não conseguia acreditar que ele a deixara sozinha de novo... Não conseguia acreditar que ele pegou aquela gilete no banheiro e enterrara nos pulsos até que aquele líquido vermelho e quente e viscoso escorresse pelo chão. A gilete ainda estava lá, tingida de vermelho, provavelmente seca. O cheiro agridoce do sangue se coagulando nauseava-a, mas ela ignorou aquela vontade de vomitar que sentia. Parecia que ela ia virar do avesso a qualquer momento, mas continuou parada, olhando o cadáver, tentando entender o que estava acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Uma hora ele iria começar a se decompor e ninguém iria suportar o cheiro. Ela ia ter que chamar a polícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Agora nada iria fazê-lo voltar para ela. “Presentes não são promessas, beijos não são contratos”. Passado o momento da negação, o desespero tomou conta dela. Nunca mais ia tê-lo ao seu lado e isso a fez chorar ainda mais. Nem havia mais lágrimas e ela continuava a soluçar, agarrando-se àquele corpo frio e começando a enrijecer-se. Parecia uma cena de mais uma melosa novela mexicana, mas era pior do que isso. Era de verdade. Não sabia se suportaria aquela dor. Tentou se controlar, conformar-se com a situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Ele estava morto e ela nunca poderia trazê-lo de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;O mundo é muito cruel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Depois de horas ela conseguiu se afastar, pegou o telefone e discou o número da emergência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;-Alô, eu gostaria de informar que um homem se suicidou. - Soluços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;-Qual o endereço? – Ela informou-o aos prantos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Depois que desligou o telefone, ela telefonou para a mãe. Disse-lhe o que viu. Depois se deitou no chão, ao lado dele, e esperou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Quando a polícia chegou, achou uma garota dormindo ao lado do cadáver de um jovem com idade aparente de uns vinte e poucos anos, talvez vinte e três no máximo. Achou também uma lâmina de barbear tingida de sangue seco a poucos centímetros do casal. O rapaz morto estava com pouco sangue e seus pulsos apresentava vários cortes, por onde o sangue escorreu. Encontrou um bilhete (os suicidas sempre deixam um bilhete, é incrível) onde ele dizia porque decidira cortar seus pulsos, apesar do amor que sentia pela namorada, do carinho dos amigos e da família sempre presente em sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;A garota foi levada para o hospital em estado de choque, e não lhe foi permitido ir ao velório ou sepultamento. Ela passou algumas semanas dormindo à base de remédios tarja preta. Ficava calada o tempo todo, não se alimentava direito, não fazia nada, saiu da faculdade, ignorou amigos e, por fim, dois meses após a morte do namorado, foi encontrada morta em seu quarto, com uma overdose de remédios para dormir.Não sei, mas talvez eles ainda estejam juntos, onde quer que estejam. Nem a morte foi capaz de separá-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-5664077760456185896?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/5664077760456185896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/faces-da-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/5664077760456185896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/5664077760456185896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/09/faces-da-morte.html' title='Faces da Morte'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-4926142801190362351</id><published>2009-03-15T08:44:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T08:45:29.262-03:00</updated><title type='text'>Elegia à Pós-Modernidade Parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Nós somos a geração coca-cola. Mais do que nunca.&lt;br /&gt;    Nós somos a geração que afoga suas mágoas e dúvidas existenciais na água negra do imperialismo, em longos passeios ao shopping center. Desde o surgimento e a afirmação do capitalismo como sistema de produção de bens em quase todo o planeta nós esquecemos o que é “ser” sem “ter”, o que é “ter” sem “consumir”, ”gastar”, “comprar”, destruir nossa casa e nossa fonte de comida e ar.&lt;br /&gt;    A utopia de Huxley se concretiza mais e mais a cada dia que passa, em cada pessoa. Somos uma legião de robôs programados para produzir-consumir, sempre mais, eternamente. Somos cigarras e não sabemos cantar, fantasiando um formigueiro ao qual somos leais.&lt;br /&gt;    Somos carneiros em direção ao abate e nos esquecemos disso.Vendemos nossos corpos, nossas almas, nossos sonhos, por muito pouco. Estamos consumindo nossa vida, em troca de uma grande prisão. E somos livres para consumir, claro, e entregar-nos por ilusões baratas.&lt;br /&gt;    E, enquanto isso, o Supremo Senhor dos Fantoches entope-se de dinheiro e poder sobre nossos cordões. Poder sobre nossos medos, anseios. Anseios de cigarras que querem cantar, e não podem; já não sabem mais...&lt;br /&gt;    Como Fausto, nós vendemos nossa alma a Mefisto – dinheiro, a ilusão do poder sobre o mundo ao redor, e nos esquecemos da bênção que é manter-se casto e inocente. Perdemos Margarida para sempre, afogada na coca-cola.&lt;br /&gt;    E um admirável mundo novo abre-se diante dos olhos de robô do admirável gado novo. Ilusões que espraiam ao redor do mundo, espalhando esperança, abafando as dúvidas, enchendo de alegria o Supremo Senhor dos Fantoches, certo de seu poder.&lt;br /&gt;    “E lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer: reinstalar o sistema.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-4926142801190362351?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/4926142801190362351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/elegia-pos-modernidade-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4926142801190362351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4926142801190362351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/elegia-pos-modernidade-parte-2.html' title='Elegia à Pós-Modernidade Parte 2'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-4611995786930907567</id><published>2009-03-15T08:43:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T08:44:09.573-03:00</updated><title type='text'>Elegia à Pós-Modernidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Nós somos a geração coca-cola.&lt;br /&gt;    Assistimos no conforto de nossas salas de estar ao macabro espetáculo que nos é, todos os dias, proporcionado. Nós vimos as bombas derretendo carne, vimos os muros caírem; somos todos filhos de Hiroshima e Fukuyama.&lt;br /&gt;    Nós nos calamos.&lt;br /&gt;    A cada dia que passa o planeta agoniza um pouco mais em direção à morte, e não fazemos nada. O mal se banaliza nas esquinas, nos jornais, e não fazemos nada. Apenas perplexos, olhamos pelas grades nas janelas o sol nascendo e iluminando ruas mortas.&lt;br /&gt;    Nós nos deixamos aprisionar, e estamos com medo.&lt;br /&gt;    Aprisionados pelos veículos, casas bonitas, celulares da moda, corpos perfeitamente esculpidos. Escondidos atrás de muros, grades, câmeras, seguranças, cofres. Quem está preso?&lt;br /&gt;    E a vida – qualquer tipo de vida – vale cada vez menos. Drogas, violência, corrupção: um punhado de papel e metal capazes de gerar e manter poder. Uma bala, uma vala, uma promessa: podia ter sido eu, ou você. Quanto dinheiro poderia me comprar? Nós nos vendemos, todos os dias, e por muito pouco.&lt;br /&gt;    E de repente nossos corpos não são mais nossos. Nossas vidas não nos pertencem. Somos filhos dos comerciais de TV, filhos dos lucros, filhos da estafante rotina produzir-consumir. Somos herdeiros de séculos de exclusão, exploração, sangue. Somos filhos da morte e dos computadores de mesa.&lt;br /&gt;    Eu me calo. Você se cala. Todos nos calamos. E vamos ao shopping mais próximo afogar todas as mágoas em compras e sangrentos enlatados hollywoodianos. Vamos aplaudir a fome na África. Vamos enaltecer a guerra atômica. Vamos nos acomodar com o balde de pipoca no colo enquanto nossa casa morre aos poucos e desfrutamos de um longo orgasmo.&lt;br /&gt;    E quando nossos olhos se abrirem, mostrando todo o fogo e o sangue inundando o chão?&lt;br /&gt;    Ou bebamos uma coca-cola, dançando sobre nossos túmulos apodrecidos, enquanto um funesto crepúsculo paira sobre nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-4611995786930907567?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/4611995786930907567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/elegia-pos-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4611995786930907567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4611995786930907567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/elegia-pos-modernidade.html' title='Elegia à Pós-Modernidade'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-8806151365953327699</id><published>2009-03-15T08:41:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T08:42:29.192-03:00</updated><title type='text'>Alice em Correntes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Ei, eu deveria estar naquele avião. Mas tudo se foi.&lt;br /&gt;Eu deveria seguir o coelho branco. Mas eu fugi, longe do meu destino.&lt;br /&gt;Eu deveria voar. Eu não queria. Mentira. Eu queria, mas não foi minha escolha.&lt;br /&gt;Eu não queria acordar, eu não queria abrir meus olhos. Eu fui forçada a isso.&lt;br /&gt;Eu queria brincar com o Gato Inglês, escutar a história do rato, celebrar meu desaniversário.&lt;br /&gt;Eu queria crescer, e então diminuir, só para crescer novamente.&lt;br /&gt;Eu queria jogar com a Rainha de Copas, sobreviver ao julgamento, salvar minha cabeça de seu machado.&lt;br /&gt;Eu queria beber chá, comer bolo, calçar as luvas.&lt;br /&gt;Eu deveria encontrar o desconhecido, mas não foi minha escolha, e estou presa.&lt;br /&gt;Estou presa à lama, ao fundo falso, a lágrimas amargas.&lt;br /&gt;Estou presa a você, logo quando eu ia voar.&lt;br /&gt;Era meu destino me tornar vermelha, mas agora eu sou cinza e pálida e amarga.&lt;br /&gt;Estou perdida agora, e é culpa sua. É sempre sua culpa.&lt;br /&gt;Estou presa, então não posso agir. Não posso lutar.&lt;br /&gt;Eu apenas queria sonhar. Era o que eu deveria fazer. Mas eu não posso mais.&lt;br /&gt;Eu não posso mais sonhar…&lt;br /&gt;É tudo tão triste… O mundo é tão cinza agora…&lt;br /&gt;Quem é humano agora? Quem é máquina? Quem está no poder?&lt;br /&gt;Por isso estou presa. Eu pergunto demais, mais do que você pode responder.&lt;br /&gt;Eu sou corajosa o bastante para seguir o coelho. Isso é perigoso. Sou subversiva.&lt;br /&gt;Eu queria pular no buraco infinito. Por que não posso?&lt;br /&gt;Você destruiu meu destino. Estou condenada às trevas. Tudo se foi. Inclusive aquele avião.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-8806151365953327699?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/8806151365953327699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/alice-em-correntes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8806151365953327699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8806151365953327699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/alice-em-correntes.html' title='Alice em Correntes'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-8959824115952829102</id><published>2009-03-08T11:26:00.000-03:00</published><updated>2009-03-08T11:27:01.568-03:00</updated><title type='text'>Dentro dos olhos de gato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;De repente acordou ensangüentada. Havia um punhal em cima do criado-mudo, podia perceber na penumbra. Levantou-se assustada, tropeçando no par de  tênis jogado ao lado da cama. Acendeu a luz: os lençóis estavam manchados e em seu braço havia um profundo corte, ardendo e sangrando. Correu para o banheiro e limpou o corte. Depois correu para o hospital, quem não garante que havia esporos de tétano em algum lugar esperando para infectá-la?&lt;br /&gt;    Foi no hospital que deu queixa à polícia. Não percebeu se o apartamento fora revirado, se faltava algo. Após tomar o soro antitetânico, voltou para casa com um policial. Tudo estava intacto. Não havia nenhuma digital explícita no punhal ensangüentado. Nenhum objeto fora do lugar. Nada foi arrombado.&lt;br /&gt;    Algo, muito, muito estranho estava acontecendo. Onde estava Anatole? Não via o gato desde o dia anterior. Avisou o investigador que não conseguia achar Anatole em lugar algum, e o apartamento era minúsculo. Levaram o gato preto!&lt;br /&gt;    “Cadê meu Anatole?! Cadê o meu gatinho?!”&lt;br /&gt;    Chorou um pouco sob o olhar estarrecido do policial.&lt;br /&gt;    Depois de algumas horas, B.O., queixa, etc., ligou para a universidade contando o ocorrido e dizendo que o choque a impediria de trabalhar. “Preciso me recuperar. Seqüestraram meu gato, fui esfaqueada. Me dá uma folga, Loretta?” Desligou o telefone, pegou os lençóis sujos e os jogou na máquina de lavar. Pegou lençóis limpos e esticou-os de qualquer jeito sobre o colchão de molas. Jogou-se na cama e ficou olhando para o teto, abismada, por mais de três horas. Meio-dia o alarme apitou, ela pegou a caixa de pílulas, tomando a que indicava quinta-feira. Quando ia pôr o copo no escorredor de pratos em cima da pia o telefone começou a tocar. Atendeu pensando que fosse um amigo que soube em algum canto do acontecido, mas se surpreendeu. Do outro lado havia uma respiração ofegante. Depois de um barulho forte, uma voz mecânica disse em tom solene: “Prepara-te! A Senhora das Almas virá dentro dos olhos de gato!” Mais respiração e, por fim, bateram o telefone com força. Senhora das Almas? Que diabos é isso? O que quererem com meu Anatole?! Mergulhou desolada na cama, pensando se deveria ligar para a polícia. Resolveu por fim telefonar. O policial tinha uma nota de sarcasmo e desconfiança na voz, mas aparentemente acrescentou a informação ao B.O. e garantiu que iria mandar grampear o telefone e rastrear as ligações. Antes de voltar para o quarto, passou pela cozinha e fez um miojo, sentindo falta dos pêlos quentinhos de Anatole se esfregando nas canelas. Comeu lentamente o macarrão e depois deitou na cama.&lt;br /&gt;    Havia um líquido branco no aquário. Os peixes vermelhos e alaranjados boiavam. Em volta da mesa, velas negras e vermelhas ardiam em um círculo de giz desenhado no chão. Anatole jazia no centro do círculo, onde as velas formavam uma estrela de cinco pontas. Uma mulher de camisola branca esvoaçante caminhava entre as velas. Trazia um punhal manchado de sangue seco. O sangue era de Anatole. A mulher de branco tomou o gato negro nos braços e lambeu o sangue que pingava da garganta. Os grandes olhos amarelos do gato brilhavam a cada gota que ela ingeria. De repente um miado alto e as luzes do quarto estavam acesas. Acordou com uma enorme dor de cabeça. Foi tudo um pesadelo.&lt;br /&gt;    Anatole estava miando ao lado da cama. “Acho que o leite dele acabou”. Levantou-se, conferiu a vasilha (vazia), encheu de leite integral, voltou para a cama e tornou a dormir. Dessa vez sem sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-8959824115952829102?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/8959824115952829102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/dentro-dos-olhos-de-gato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8959824115952829102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8959824115952829102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/dentro-dos-olhos-de-gato.html' title='Dentro dos olhos de gato'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-7995704175600379760</id><published>2009-03-08T11:23:00.000-03:00</published><updated>2009-03-08T11:24:14.787-03:00</updated><title type='text'>Lítio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Eu encontrei Deus. Ele mora num comprimido amarelo.&lt;br /&gt;    Eu vejo as velas crepitarem. Eu vejo girassóis flutuando na banheira. Eu canto e danço rapsódias profanas entre anjos de luz. Parece que estou no paraíso, e nem morri ainda. Ou pelo eu acho que ainda não morri – quem me garante que tudo não passa de uma grande ilusão?&lt;br /&gt;    Eu acho que nunca me senti tão feliz na minha vida. Nunca. E já tive meus momentos, grandes momentos. Mas nada como o que eu estou sentindo, nada como essa sensação deliciosa que percorre cada veia, cada célula, confundindo meu cérebro. Muito melhor do que qualquer orgasmo múltiplo, qualquer droga que possa existir ou ser imaginada, qualquer prazer mínimo.&lt;br /&gt;    Eu vivo num mundo onde não existe dor, onde não existe medo, onde não existe treva. Eu vivo permanentemente entre luzes coloridas e holofotes. Eu vivo onde os outros mortais não podem chegar sem emuladores. Eles só alcançam uma luz pálida, falsa, uma ilusão. Eu vivo tudo muito mais brilhante, e sei que é real (pelo menos para mim...), sem precisar de fatores externos que podem atrapalhar minha saúde. Eu não sei o que é a tristeza (até que o lítio aja no meu cérebro).&lt;br /&gt;    Eu só conheço a dor, o medo, o escuro quando o efeito passa (como drogas). Aí eu vivo sempre a sete palmos do limite entre o céu e o inferno. Não posso suportar o cinza em todos os lugares. Não consigo nem me mexer, me alimentar. Fico esperando que a inanição traga a salvadora morte. Normalmente ela não vem. Demora um pouco até que eu me recupere e retorne aos girassóis. Aí, parece que eu estou num quadro de Van Gogh. Ou de Monet. Ou de Miró. É sempre algo surreal, inacreditável, e eu amo tudo isso. Eu amo viver nessa fantasia sem fim e cor. Até que a pílula amarela faça efeito, é claro.&lt;br /&gt;    As outras pessoas não conseguem entender. Não consigo explicar. Ninguém parece pensar como eu que é realmente maravilhoso viver num quadro impressionista/abstrato. Não por quê. Mas também não posso entender por que essas mesmas pessoas se contentam em viver no meio do concreto acinzentado e satisfazem sua necessidade de cor e emoção e ilusão com a TV e o cinema hollywoodiano. Por isso eu me esforço para ao menos aceitar que existem diferenças entre eu e quase todo o resto do mundo. Mas não gosto que me rejeitem porque não vivemos no mesmo mundo, e não pretendo deixar minhas cores e a sensação inebriante de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não – eu não vou enlouquecer eu não vou enlouquecer eu não vou enlouquecer eu não vou enlouquecer eu não vou enlouquecer&lt;br /&gt;Eu queria morrer para acabar com a dor...&lt;br /&gt;Eu adorei te conhecer, pequeno comprimido amarelo, casa de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Foi bom você pensar no espelho quebrado, você deforma a imagem mas por fora permanece quase inteiro, só que o espelho também racha você, principalmente por dentro, onde ninguém (nem você) consegue entrar, aí não dá para tentar remendar os caquinhos que o espelho mostrou numa imagem que não é real, tudo se resume a uma grande ilusão (de ótica), e você nem percebe que na verdade nem está olhando a si mesmo no espelho, mas outra coisa com olhos iguais aos seus e mãos invertidas em relação às suas e está no tabuleiro de xadrez situado além da superfície refletora de prata que você nem sabe que existe protegida pelo vidro, tolinho! nem sabe que não existe um mundo de verdade, apenas aquilo que seus olhos cegos conseguem/querem ver e seu cérebro consegue/quer interpretar, e nada é real além do que você não vê/entende... Nem mesmo existe um espelho rachado, ou você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eu vou quebrar tudo para me tornar bonito de novo... Não sei o que será de mim quando o lítio acabar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-7995704175600379760?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/7995704175600379760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/litio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/7995704175600379760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/7995704175600379760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/litio.html' title='Lítio'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3959711248331547356</id><published>2009-03-08T11:20:00.000-03:00</published><updated>2009-03-08T11:22:55.176-03:00</updated><title type='text'>Batalha no Umbral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Eu fui jogada do nada na cova dos leões. Não pedi para virar comida de leão, atração de circo de horrores, gladiadora indefesa. Eu nem pude escolher as pessoas que ficariam ao meu lado. Eu não pude escolher minha língua materna, meu próprio nome, minhas roupas, minhas influências. Não escolhi minha escola, não escolhi meus mestres, nem meus companheiros. Não escolhi sequer as dores que porventura me afligiriam. Não escolhi desejos, nem mesmo pedi que algo me fosse dado. Alguma coisa – ou alguém – me tirou do vazio, e me pôs defronte ao nada. E só posso ver pedras no meu caminho sombrio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Eu fui habilmente treinada para não questionar as respostas. Dócil como um cavalo adestrado, fui feita para obedecer e trabalhar, levar nas costas o peso de um mundo destruído pela ambição. Feita para me calar diante do medo, para me resignar diante do poderoso. Treinada para tingir de sangue o chão das arenas, para divertir o Senhor dos Fantoches.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    O meu olhar é cego, ofuscado pela dor. As mãos cheias de calos invisíveis, guiados pelo vento do destino; cordões que me prendem ao escuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    E ninguém parece perceber a platéia distraída, tomada pela fúria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    (Eu percebo a fúria dissimulada em sorrisos amargos. Eu percebo o ódio latente. Maldição!!! Eles não percebem a raiva! Eles não vêem!...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Ninguém percebe as lágrimas de sangue morno sujando o chão de terra batida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    (O grito rasgou a noite escura. Um grito de medo, de morte, um sentimento de dor... A agonia se expande sob o céu nublado.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Eu vivo para servir o Supremo Senhor dos Fantoches. Eu divirto a multidão enlouquecida em minha confusão. Gostaria de saber a verdade. Libertar-me dos cordões – oh! – me libertar da escuridão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    O cheiro do aço frio me inunda... Uma, duas vezes eu erro por milímetros, e sinto meu braço ardendo. Eu sinto o sangue pingando, quente. Continuo lutando. Mas sinto as forças se esvaindo aos poucos... Enfim sinto o chão sob minhas costas. A multidão animalesca delira a me ver cair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    (O céu está azul hoje. Um dia tão bonito... Os gritos abafam a dor...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Eu sinto a multidão delirando ao meu redor... Eles irão decidir meu destino. O Supremo Senhor dos Fantoches parece contrair-se de prazer diante do ritual sádico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Ajoelho-me diante de meu carrasco, defronte ao Senhor dos Fantoches. Eles riem com os olhos ardentes, o sorriso brilhando atrás dos dentes alvos. Os gritos delirantes me sentenciam: “A MORTE!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    A lâmina fria toca a minha nuca. A escuridão me envolve (olhos fechados), eu espero a pancada fria, e ela vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    (O sangue jorra aos borbotões. Os cordões foram rompidos.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    “A escuridão molda sua carne mutilada. Sinto sua falta. Mas ela questionava seus cordões... Ela não resistiria ao caos.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3959711248331547356?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3959711248331547356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/batalha-no-umbral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3959711248331547356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3959711248331547356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/batalha-no-umbral.html' title='Batalha no Umbral'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-899729292855441506</id><published>2009-03-07T13:29:00.001-03:00</published><updated>2009-08-07T15:16:29.005-03:00</updated><title type='text'>Parêntesis</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Já postei mais ou menos um terço dos contos (12, de 29). Muitos estão espalhados no &lt;a href="http://poecinzas.blogspot.com/"&gt;Makaber Magie&lt;/a&gt;, muitos foram textos publicados originalmente lá que eu adaptei para se tornarem contos, muitos eu nem adaptei, simplesmente copiei e colei num novo documento do word.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Os primeiros contos foram escritos em 2005, o último ainda esse ano de 2009. Ou seja, trata-se de uma linha de raciocínio que já dura mais ou menos 4 anos. Posso perceber uma certa evolução no texto, sobretudo na parte estilística. Os temas também mudaram: menos choramingos adolescentes e mais questionamentos sobre a realidade. Ainda tento não abandonar as influências simbolistas que me acompanham desde que comecei a escrever, mas nem sempre isso é possível. Nem todas as pessoas têm um ponto de vista sensitivo, e boa parte do meu objetivo é discutir diferentes pontos de vista. Portanto, em alguns aspectos infelizmente minha abordagem teve de ser um tanto alterada. Nada que vá atrapalhar; trata-se de um recurso linguístico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Os contos são marcadamente pessimistas, exceto, talvez, Lítio e Desencanto. Para aqueles que me conhecem pessoalmente e sabem que eu não passo o meu tempo todo chorando e me lamentando como o mundo é triste e feio e sem graça e injusto e et coetera, posso apenas me desculpar afirmando que nada do que está escrito entra em desacordo com meus pensamentos. Não há nenhuma mentira ou auto-promoção através da figura da mártir. Existe mim uma Bárbara que é uma pessoa bastante desiludida com a vida e o mundo e a realidade. Isso vai sempre ser refletido naquilo que eu escrever. Mesmo as personagens mais otimistas também têm seus momentos de prostração. É característico do ser humano sentir angústia, medo, dor, desesperança, sobretudo em uma época onde estamos sem referencial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Minha inspiração para o espaço onde praticamente todos os contos se desenrolam é, obviamente, o Mundo das Trevas descrito na terceira edição de Vampiro: A Máscara (White Wolf). O tempo são os dias de hoje, no contexto da pós-modernidade e da falência da razão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Existem, entre os textos, dois contos originalmente escritos em inglês (O Cálice e a Espada e Jogos Perigosos), uma parte do conto mais longo O Chamado do Desespero que também foi escrita originalmente em inglês, dois poemas mais ou menos adaptados, um escrito originalmente em inglês (Alice em Correntes). Eu mesma fiz as traduções, e estou ainda insatisfeita com o resultado. Não é a mesma ideia que eu queria passar. Não tem a mesma força. Mas fiz o possível. Se alguém se interessar, só me mandar um recado por comentário ou e-mail (e-eu@hotmail.com) e eu publico os textos originais em inglês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Acrílico Sobre Lona foi inspirado na música Acrilic on Canvas, do Legião Urbana (terceira faixa do disco Dois).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Alice em Correntes têm referências, obviamente, aos livros de Lewis Carrol. O título veio da banda homônima (Alice in Chains), um dos expoentes do rock grunge, que eu escuto desde criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Dentro dos Olhos de Gato foi minha (única) tentativa de escrever um conto de terror.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Batalha no Umbral foi escrito enquanto eu estava estudando sobre a corrente filosófica denominada Existencialismo, como uma forma de verificar se eu estava realmente entendendo aquela vertente de pensamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Propósito era, originalmente, uma carta de suicídio. Eu escrevia muitas dessas cartas naquela idade. Hoje eu já acho isso algo tão inútil...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Jogos Perigosos e Faces da Morte são minhas tentativas de escrever sobre o amor. Preciso salientar que ambos seriam tragédias se fossem textos dramáticos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Lítio foi claramente inspirado na música Lithium, do Nirvana, que versa mais ou menos sobre o mesmo tema da loucura, e um pouco no livro Dentro da Chuva Amarela (de William L., pseudônimo d&lt;span style="font-family: courier new; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new; font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Walter Moreira Santos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;). Tentei descrever principalmente a linha de raciocínio de um portador de Transtorno Bipolar, mas acabei descrevendo um pouco da mente fraturada de alguns esquizofrênicos. Pretendo escrever mais sobre esse tema assim que possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Bem, é basicamente isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Qualquer coisa, o contato está aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Boa leitura pra quem se animar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;font-family:courier new;" &gt;Obrigada a todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-899729292855441506?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/899729292855441506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/parentesis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/899729292855441506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/899729292855441506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/parentesis.html' title='Parêntesis'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-509338826176972154</id><published>2009-03-06T19:47:00.000-03:00</published><updated>2009-03-06T19:48:23.164-03:00</updated><title type='text'>Carta de Suicídio número 1</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    No fim somos apenas sombras e pó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Não que eu me preocupe com isso. Já cansei de me preocupar com alguma coisa. Já tentei acreditar que me realizaria transando com o gatinho da escola, ou comprando o celular mais caro do shopping. Isso não funciona comigo, não sei por quê. E quanto mais o tempo passa, mais eu acho que estou no planeta errado. Não faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Não tem graça nenhuma você passar boa parte da sua vida – a melhor, talvez – se preparando para produzir. E passar o resto da vida produzindo para consumir, cada vez mais. Eu sou o que eu ganho. Eu sou o que eu compro. Minha existência está estampada no rótulo do refrigerante. O sentido da vida não pode ser o Pentium IV. Não entendo como todo mundo ao redor não estranha toda essa merda. Todo mundo parece feliz, e eu quero sumir. Acho que a lavagem cerebral, por algum motivo, não funcionou em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Juro que tentei não ligar para nada. Juro que tentei não me importar com o buraco na camada de ozônio, com o aquecimento global, com a hipótese Gaia. Juro que tentei achar graça em me entupir de álcool e vomitar o intestino. Tentei ser igual. Mas não dá. Eu simplesmente não consigo entender. Nem gregos nem troianos. Eu devo ser um ET perdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Mas não sinta pena de mim. Foi a minha escolha. Não espero que alguém me entenda. Você é tão louco para mim quanto eu sou para você. Não ache que eu te considero normal. Eu não acho. Para mim você não passa de um sujeito ignorante, fanático, cego, acorrentado, pseudofeliz. Não sinta pena de mim. Eu sinto pena de você. Porque eu sei o que eu estou fazendo. Eu sei contra quem eu luto. Eu sofro apenas porque sei que é uma luta perdida. Eu sei que não vou chegar a lugar nenhum. Eu não acredito em nada. É por isso que eu sofro. Pelo menos você tem as suas ilusões confortáveis. Você acha que vai ser feliz. Boiando na merda. Enquanto isso eu só afundo tentando sair daqui. O problema é que não tem saída.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Se você acha que vai ser feliz comprando um tênis de 500 reais, ok, problema seu. Eu não acho. Não me discrimine porque não seguimos a mesma crença no Deus-Consumo. Não me discrimine por estar na beira do precipício, porque você já caiu faz tempo. Você é morto por dentro, seu coração bate com auxílio artificial. Você não é nada, mas acha que pode tudo. Com uma conta bancária recheada, claro. Eu sei que não sou nada. Sei que estou boiando na merda. Sei que não tenho escolha. Sei que não posso fugir. Mas sei que posso ficar na minha e ver tudo se foder. Sei que posso tentar te mostrar essa merda. Sei que posso tentar nadar contra a corrente até ser carregada por ela. Acho que estou melhor que você. Pelo menos eu tenho certeza que vou me foder – e você que se ilude com esperanças inúteis?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Talvez fosse melhor comprar um tênis de 500 reais e esquecer o resto. Mas repito: isso não funciona comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Foda-se. Você nunca vai entender mesmo. Mas quando seu tempo acabar e você perceber quão inútil você foi e tentar voltar vai ser tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Não sinta pena de mim. Sinta pena de você mesmo que é tão idiota. Sinta raiva de sua idiotice e sua pseudfelicidade. Não sinta pena de mim porque eu prefiro continuar onde estou a ficar no seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Alice Pan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;24/02/07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; Obs.: Peter, eu te amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Talvez você seja a única coisa que faz essa merda valer a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Me perdoe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Acho que vou sentir a sua falta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-509338826176972154?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/509338826176972154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/carta-de-suicidio-numero-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/509338826176972154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/509338826176972154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/carta-de-suicidio-numero-1.html' title='Carta de Suicídio número 1'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3849048290731250243</id><published>2009-03-06T19:46:00.000-03:00</published><updated>2009-03-06T19:47:04.352-03:00</updated><title type='text'>Propósito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Por que castelos de areia caem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Por mais bonitos e perfeitos que sejam, uma hora uma grande onda (um vento, ou talvez um distraído) derruba-os. Chega a ser cruel. Porque é tão difícil erigi-los... Pegar a água, a areia, moldá-los com cuidado... Em instantes tudo vai abaixo. Ondas. Ventos. Pés. Castelos vêm... E vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Heróis. Caem derramando seu sangue na terra quente, derramando suas lágrimas num mar de solidão. Heróis morrem. E não há nada que se possa fazer para mudar alguma coisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    O mundo está aí. Medo, desespero, as virtudes cultivadas pelo abandono. Dor e miséria compõem o espectro da fantasmagórica realidade. Existe Mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Sim, Hobbes; o homem é o lobo do homem. Definitivamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Sal. Aspergido em feridas sangrentas, entre brasa e ferro quentes, entre fogo e lágrimas de sangue morno pingando em chagas gangrenadas. A dor é real. Sangra. Não por fora, por dentro. Existe morte e desespero e dor e sangue escorrendo por entre os grãos de areia da grande ampulheta do destino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    A tortura sangrenta do Grande Juiz da Humanidade!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Ah!... Como se todas as técnicas de plantio, toda a parafernália tecnológica, todas as chaves dos mistérios fossem torná-los mais humanos. Abafando em seus brinquedinhos de madeira suas reais indagações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Cada dia mais avançados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Cada dia mais estúpidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    E continuam erigindo seus ignóbeis, frágeis castelinhos, como se isso os protegesse da dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Sim... Apenas os covardes sobrevivem. Eu sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;    Bem... Eu já estou condenada mesmo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3849048290731250243?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3849048290731250243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/proposito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3849048290731250243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3849048290731250243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/proposito.html' title='Propósito'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-4773914457259399613</id><published>2009-03-06T19:45:00.001-03:00</published><updated>2009-03-06T19:45:49.032-03:00</updated><title type='text'>Jogos Perigosos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;I)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;É. Eu estava chorando sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Isso foi algumas horas atrás, quando eu estava com medo. Quando eu vi. Ela. Eu a vi se tornando cinzas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Eu sei apenas que quero morrer agora mesmo. Não quero mais viver para sempre. Eu quero estar com ela, onde quer que ela esteja agora. Então comecei meu pequeno jogo. Se tudo correr como o planejado, logo eu me encontrarei com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Primeiro: escrevo uma carta. Que será enviada dentro de quinze minutos ao editor de um jornal importante. Eu conto com sua crença no sobrenatural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Segundo: vou visitar o Príncipe Rob. Com o jornal em minhas mãos. Vou dizer a ele quem mandou a carta. Aí ele me manda pro inferno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;E esse é meu fim de jogo. Eu sei que ela estará me esperando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;II)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Quando ele me abandonou, eu queria matar. Matá-lo, matar sua maldita amante, matar todo mundo. Ele não foi justo comigo esse tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Não é vingança, é justiça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Então, eu tinha que fazer aquilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Eu sabia que ele estaria no edifício aquela noite. Sabia que o carro dele estaria na garagem. Cheio de gasolina. Eu sabia que ele tinha muito medo de fogo. Na verdade, cara, foi muito fácil. Eu só precisava pegar aquela gasolina e entregá-la a ele e sua puta. Comprei mais gasolina. Com um pequeno disfarce e um isqueiro eu explodi o prédio todo em chamas. Eles estavam presos dentro do fogo. Eles viraram cinzas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;    Fim do jogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-4773914457259399613?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/4773914457259399613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/jogos-perigosos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4773914457259399613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/4773914457259399613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2009/03/jogos-perigosos.html' title='Jogos Perigosos'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3939207940386759209</id><published>2008-12-05T11:50:00.000-02:00</published><updated>2008-12-05T11:54:34.069-02:00</updated><title type='text'>Crônicas de Morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: courier new; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;(I)&lt;br /&gt;  - A minha filha não teve a salvação – disse entre lágrimas e soluços a pequena mulher idosa, cabelos grisalhos, semblante triste, olhos opacos. Era um tanto curva, mas ainda assim imponente. – E o pior foi que o meu netinho de seis anos a viu pendurada na varanda, balançando ao sabor do bento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana não segurou as lágrimas mornas quando a velha enrugada disse essas palavras. (Ela tinha decidido se matar e estava se preparando para a morte.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha continuou:&lt;br /&gt;  - A única coisa boa foi que meus netinhos vieram para mim.&lt;br /&gt;  Ana só proferiu uma frase:&lt;br /&gt;  - Nesses momentos é que se deixa de duvidar da existência de deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(II)&lt;br /&gt;  - Precisei tocar a morte para encontrar o sentido da vida... – Eu disse a Ana, sem saber se ria ou chorava. – Precisei tomar remédios dissolvidos em água, ficar em coma, para descobrir o que realmente importa.&lt;br /&gt; - E o que é? – Ana me perguntou.&lt;br /&gt; - Acordar, depois de dormir certa de que não irá nunca mais despertar... Engolir golfadas de ar, sentir o vento, o sol, a chuva, sentar-se ao piano e tirar notas ao acaso... Nunca me senti tão feliz e realizada como quando abri meus olhos e vi que ainda estava viva, que aqui ainda é o meu lugar, que ainda existem promessas a serem cumpridas. A realização que busquei em tantos braços e, ironicamente, encontrei em mim mesma...&lt;br /&gt; - Sabe, às vezes nós precisamos morrer... Queimar e renascer das cinzas, como uma fênix... Mas, como ressurgir sem antes passar pelo fogo?&lt;br /&gt; - O que não mata fortalece. Ainda estou viva...&lt;br /&gt; - Sim, e só se pode viver morrendo... Dizendo “não”... Sofrendo... Mas compensa, sabe?... Morrer não é um preço muito alto a pagar pelo fim da mágoa, mas que conforto real isso traz?&lt;br /&gt; - Estamos fugindo do que, Ana? Por quê?&lt;br /&gt; - Para onde?&lt;br /&gt; - Por que acelerar o ritmo natural das coisas? De que adianta quebrar o espelho? Isso não vai mudar a sua face...&lt;br /&gt;- Por que se esconder, fugir?...&lt;br /&gt;- Uma vez alguém disse que só a dor cura, liberta...&lt;br /&gt;- Concordo plenamente.&lt;br /&gt;- Mas parece que a vida não acaba nunca...&lt;br /&gt;- Mas o fim virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(III)&lt;br /&gt;  Parei ao lado do caixão. Era uma mulher idosa, com seus 92 anos de idade contados em cada ruga, cada mancha, cada marca. Eu não a conheci em vida, mas não estava naquele velório sem nenhum motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisei aquele corpo imóvel e frágil, as flores brancas e amarelas, o véu que a envolvia. Parecia que havia mais vida em seus olhos cerrados do que em mim. Toquei os lábios frios, avermelhados. O rosto macilento me trazia uma paz indescritível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após muito tempo observando aquela mulher tragada pela morte, entoei uma oração à Mãe Negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parou na oração. Ela me escutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que eu havia me encontrado nela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3939207940386759209?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3939207940386759209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/crnicas-de-morte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3939207940386759209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3939207940386759209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/crnicas-de-morte.html' title='Crônicas de Morte'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-8185227676125196490</id><published>2008-12-05T11:46:00.000-02:00</published><updated>2008-12-05T11:49:40.950-02:00</updated><title type='text'>O Cálice e a Espada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;(“Ela deve estar errada. A guerra está apenas começando, e a batalha ainda não foi vencida. Mas todos ao redor são cegos, e pensam que já é tempo de voltar para casa e fechar-se em suas correntes. Eu quero quebrar as correntes, fugir da prisão de paredes cinzentas. Não há tijolos nessas paredes, apenas ilusão entre nós. Ilusão... Ha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;&lt;br /&gt;“Ela é cega como todos ao redor. Ela é fraca, e sua idiotia é seu ponto fraco. Ela quer ser a luz na escuridão. Ela é fria, mais fria que a noite. Eu acho que a odeio. Mas também a amo. (Amor = Ódio) Eu não sei o que pensar. Estou enlouquecendo”.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;   &lt;br /&gt;Ele está pendurado no telhado. Rosto púrpuro, pés girando no ar. Seus olhos estão fechados, a escuridão envolve sua alma... Os trovões ainda choram e gritam através do céu. Não importa, ele está morto. A noite é mais profunda que seus olhos verdes fechados. Parece que ele sabe agora o que está escondido atrás das nuvens vermelhas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;   &lt;br /&gt;Ela está perdendo o domínio. “Onde está Deus agora quando eu estou morrendo?!” Ela é tão idiota, esperando misericórdia do carrasco... E ela esconde o choro por dentro porque o fogo do inferno é mais quente que a dor. Ela está convicta de que o paraíso aguarda sua alma. Ha. Ela está quebrada por dentro, tentando encontrar Deus no céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;   &lt;br /&gt;Ele está indo para a porta de luz. A dor pára quando ele abre os olhos. Não há corda, nem telhado, nem forca. Ele descobre que não está vivo. O fim do sofrimento o faz sorrir...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;   &lt;br /&gt;Ela está chorando porque a vida é tão triste. O grito espalhou-se no ar. Seus olhos verdes, agora púrpuras; não há respiração, não há vida. Seu sangue parou no cérebro até que ele se foi. “Onde está Deus agora?! Foda-se!” Ela tem uma faca em suas mãos. Ela estava errada; ele está morto agora. Assim como ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;&lt;br /&gt;A lâmina penetrou na barriga devagar. O sangue fluiu entre suas mãos. Agora ela está com ele, e agora será para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-8185227676125196490?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/8185227676125196490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/o-clice-e-espada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8185227676125196490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/8185227676125196490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/o-clice-e-espada.html' title='O Cálice e a Espada'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-6090124223297597111</id><published>2008-12-03T12:14:00.001-02:00</published><updated>2008-12-03T12:15:26.196-02:00</updated><title type='text'>Love Letters no 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;“Porque lá fora o mundo é tão cruel...&lt;br /&gt;E, dentro dessas paredes,&lt;br /&gt;O tempo parece que não passa...&lt;br /&gt;Tudo se contrai em tédio e solidão...&lt;br /&gt;Como estancar o sangue e encontrar&lt;br /&gt;Motivos para sorrir?&lt;br /&gt;Lágrimas vertidas num cálice de vinho...&lt;br /&gt;(De volta ao reino dos sonhos)&lt;br /&gt;A crueldade sustenta a esperança...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero me dar um tiro porque sou fraca.&lt;br /&gt;Queria tanto entender meus sonhos, descobrir realidade sob as mentiras que meu cérebro me conta a cada segundo. Eu fracassei. Como todo mundo que tentou o mesmo. Ninguém está apto a entender as mentiras.&lt;br /&gt;Eu queria pelo menos encontrar razões para manter a fé. Precisava perguntar, precisava tanto de respostas que não podem ser encontradas. Sou humana. Apenas uma simples e frágil humana inapta a compreender o Caos acima. O Caos ordenado.&lt;br /&gt;O Caos está acima de mim e minhas questões sem resposta.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Enquanto o gelo derrete em seu coração, meu hálito escorre pela bruma...&lt;br /&gt;A neblina esconde as ruas feitas de mármore e terra.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Nós deveríamos voar pelo firmamento? Aproveitar enquanto o sol não derrete nossas asas... Nossa juventude é tomada de nós tão rápido... Nossa dor é tão profunda, e a alegria é tão curta... Às vezes é difícil contemplar as estrelas... As nuvens nos escondem da imensidão.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Nós não somos aptos a contemplar as estrelas reais.&lt;br /&gt;Nós estamos fadados a morrer, e essa é a pior condenação. A escuridão envolve a verdade, e esse é o significado da vida. O sofrimento, a dor, o ódio, são caminhos que levam à glória.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Os trovões nunca cessarão. Nunca. Não importa quão profunda é a sua fé, quão escuros são os seus sonhos, você irá sempre falhar. A vida leva à angústia antes do vazio. O Vazio amedronta o homem. Nós não somos tão diferentes quanto pensamos.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Eu quero me dar um tiro porque sou fraca. Eu sou muito jovem para entender que algumas coisas estragam rápido, que eu vou desfalecer às vezes e vou precisar me erguer do pó. Eu não posso me reerguer do pó.&lt;br /&gt;Mate todos eles! Mostre ao mundo que mudanças surgiram para acontecerem em todos os lugares a qualquer momento.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;“Faça um favor a si mesmo: cometa suicídio. Jogue-se do andar mais alto de um dos seus edifícios.&lt;br /&gt;As crianças vão brincar num labirinto de cimento.”&lt;br /&gt;Quando o último suspiro se for, prepare-se para o último sono, quando as trevas escondem a dor.&lt;br /&gt;Sono eterno bem diante dos seus olhos.&lt;br /&gt;[16/05/06]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-6090124223297597111?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/6090124223297597111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/love-letters-no-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/6090124223297597111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/6090124223297597111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/love-letters-no-3.html' title='Love Letters no 3'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3797156987104539625</id><published>2008-12-03T12:11:00.000-02:00</published><updated>2008-12-03T12:13:56.721-02:00</updated><title type='text'>Love Letters no 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Anders,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Você sabe tão bem (ou melhor) quanto eu que eu sou a pessoa mais mórbida e masoquista que alguém poderia conhecer. Conquistei essa fama a duras penas e longas noites lendo manuais de tortura medieval e discutindo a pena capital. Ainda acho que tudo isso é um hobby formidável, e gostaria de encontrar mais pessoas com quem compartilhar o prazer de saborear na imaginação o espetáculo do enforcamento e da decapitação (os meus preferidos, você sabe).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Mas agora já não sei se mereço tudo o que pensam de mim. Sou mais fraca do que poderia imaginar. Eu tenho medo de morrer. Tá bom, eu sei que isso é tão natural quanto a própria morte em si, mas, logo eu, com medo de morrer?! Eu, que fui a amante da Morte. Eu, que já desafiei o fim várias vezes, sempre voltando do abismo um pouco mais forte. Isso tem me assustado tanto, Anders...  A vida já não faz tanto sentido quando você fica ruminando que tudo que viveu e ainda viverá se tornará uma lembrança, e que essa lembrança morrerá com você e apodrecerá com você. Uma boa transa não dura mais que dez minutos e, depois do orgasmo, tudo apodrecerá. Tremo só de pensar que um dia estarei transando pela última vez – provavelmente sem saber – e talvez nem sinta algo de verdade. Não sei se é pior a dúvida ou a certeza da desgraça. Não sei se é pior ser Édipo ou Agamenon. Tudo o que sei é que vivo no limbo. Eternamente esperando o derradeiro dia – até que ele venha.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Me desculpe o desabafo, Anders. Preciso descontar tudo em alguém. Você deve me entender. Você sabe o quão difícil é para mim pensar em toda essa merda. Talvez por ser masoquista eu esteja estendendo isso mais que o necessário. Mas eu preciso falar, cara, preciso botar tudo para fora antes que eu estoure feito um balão saturado. Eu vou enlouquecer, Anders, e eu não quero isso. Não quero perder a única coisa que ainda possuo, a única parte de mim que não foi corrompida. Às vezes eu acho que sou um ET perdido. Ou que nasci com o sexo errado. Ou na época errada. A única coisa que eu sei é que a lavagem cerebral não funcionou muito bem em mim. Ainda não consigo amar o Grande Irmão. O soma não faz efeito no meu cérebro. Não consigo ser um carneiro. Talvez tudo fosse mais fácil se eu fosse um carneiro. Seria falso, mas seria fácil, Anders. Mesmo os masoquistas sofrem um pouquinho, sabe, e também gostam de estancar a dor às vezes. Viver não é para qualquer um. Mas pode ser tão interessante... Vai ser uma pena deixar para trás o sexo, o chocolate, o heavy metal, a literatura, o truco, e mais uma infinidade de coisas bobas e importantes quando eu morrer. Pronto, voltamos à estaca zero. Medo de morrer; abraçar o desconhecido e abandonar o conhecido (mesmo que não seja lá muito agradável...).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ah, Anders... Tem tanta coisa lá fora que a gente nem imagina... Tem tanta coisa que eu nunca vou ver... Eu sou um produto do pós-modernismo, eu vivo o último suspiro do Iluminismo, mas nunca saberei o que virá depois. As armas, a comida, o conhecimento – que mentiras e verdades serão inventadas depois de nós? Não posso imaginar – mas não deixo de sofrer por imaginar que sou um grão de areia muito pequeno na imensidão do universo, imensidão essa que nunca compreenderei totalmente, pura e simplesmente porque sou mortal como quase tudo. Não verei o fim, porque o meu fim virá primeiro. Ah... Eu continuo insistindo em falar na morte, mesmo que isso me assuste. Masoquismo. Santo Agostinho recomendava pensar na morte três vezes ao dia (como escovar os dentes!...), para ir se acostumando com a idéia. Eu penso muito mais do que isso e ainda não me acostumei. Você sabe como é.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Mais uma vez, desculpe a verborragia.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O Ludwig continua lindo; bigodes lustrosos. Você ia gostar dele.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;No mais, tudo na mesma. Espero que esteja se divertindo nos labirintos medievais de Praga. Se passar pela Rua do Ouro (Kafka!), pense em mim.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Eu penso em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Carinho e amor,&lt;br /&gt;                          &lt;br /&gt;B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Não mostre isso ao Chiricahua. Ele é egomaníaco demais. Beijos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3797156987104539625?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3797156987104539625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/love-letters-no-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3797156987104539625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3797156987104539625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/12/love-letters-no-2.html' title='Love Letters no 2'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3727855469995471721</id><published>2008-11-21T08:22:00.001-02:00</published><updated>2008-11-21T08:28:57.907-02:00</updated><title type='text'>Love Letters no 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Para um Anjo Negro, de asas macias…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Gefallenengel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Como voar com os pés no chão? Mergulhar na imensidão azul de um céu claro... Ah!, mas as asas da borboleta foram despedaçadas – maldito avião! – e não se pode mais alçar vôo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Bem, é nisso que dá tentar enfrentar o desconhecido. Os covardes estão vivos, não é mesmo? E nós somos corajosos. Estamos ambos condenados à fogueira das vaidades, por mais que a evitemos. Eles estão em nós, e não há válvula de escape contra o que vem de dentro. Esse é o grande dilema que todos enfrentamos: até onde podemos lutar contra nós mesmos? Até onde o medo e a dor serão necessários? Até onde isso é real?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Nós escolhemos o caminho mais longo, para colher rosas e observar os passarinhos cantando na mata selvagem, e enquanto estamos caminhando e cantando, o lobo-mau já está com a pobre vovozinha... E, na verdade, ela não passa de um bocado de átomos de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio capazes de liberar energia e nutrientes. Gado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Não estou me queixando, Engel. Eu escolhi meu próprio caminho, agora estou percorrendo-o da melhor forma possível. [Bem, isso é mentira, mas não que faça alguma diferença.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;[Eu gostaria de saber como é a sua voz...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Por que as pessoas têm tanto medo de cemitérios? Os mortos estão selados na terra, cobertos de mármore e cal. Por que temer o irreal? Ah, eu não sei por que eu insisto em explicar o que nem eu entendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Deixa para lá... Eu nunca vou voar mesmo, e há muito abandonei cemitérios e contos de fadas. Talvez seja melhor assim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;[Se aprender a voar, Engel, por favor me ensine.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Da tua,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Akyra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;P.S.: Taurus + Virgo = S2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;      &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será??!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-style: italic;"&gt;      E não te esqueças do pó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3727855469995471721?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3727855469995471721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/love-letters-no-1_21.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3727855469995471721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3727855469995471721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/love-letters-no-1_21.html' title='Love Letters no 1'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-3277775898708249548</id><published>2008-11-20T18:23:00.002-02:00</published><updated>2009-03-07T00:23:19.778-03:00</updated><title type='text'>Excursus</title><content type='html'>&lt;w:punctuationkerning&gt;   &lt;w:validateagainstschemas&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;&lt;/w:saveifxmlinvalid&gt;&lt;w:compatibility&gt;&lt;w:breakwrappedtables&gt;&lt;w:snaptogridincell&gt;&lt;w:wraptextwithpunct&gt;&lt;w:useasianbreakrules&gt;&lt;w:dontgrowautofit&gt;&lt;w:browserlevel&gt;&lt;/w:browserlevel&gt; &lt;/w:dontgrowautofit&gt;&lt;/w:useasianbreakrules&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"MS Mincho";  panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4;  mso-font-alt:"ＭＳ 明朝";  mso-font-charset:128;  mso-generic-font-family:modern;  mso-font-pitch:fixed;  mso-font-signature:-536870145 1791491579 18 0 131231 0;} @font-face  {font-family:Perpetua;  panose-1:2 2 5 2 6 4 1 2 3 3;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} @font-face  {font-family:"\@MS Mincho";  panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4;  mso-font-charset:128;  mso-generic-font-family:modern;  mso-font-pitch:fixed;  mso-font-signature:-536870145 1791491579 18 0 131231 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"MS Mincho";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/w:wraptextwithpunct&gt;&lt;/w:snaptogridincell&gt;&lt;/w:breakwrappedtables&gt;&lt;/w:compatibility&gt;&lt;/w:validateagainstschemas&gt;&lt;/w:punctuationkerning&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(204, 0, 0); font-family: courier new;"&gt;Depois de uma longa noite de sono (que não descansou uma célula sequer do meu corpo), eu despertei.&lt;br /&gt;Despertei e era eu. Eu.&lt;br /&gt;Eu quem?&lt;br /&gt;Eu tudo. Eu apenas. Eu semente e fruto colhido no pomar decadente. Eu tempestade e treva. Eu luz. Eu nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei.&lt;br /&gt;A ressaca do sono era pior que do álcool ingerido em excesso naquele dia no bar onde estávamos todos (aparentemente) felizes e eu era a única que lembrava que vamos todos morrer.&lt;br /&gt;Sim, eu me lembrava. Na verdade, eu nunca esqueço. Tenho até um pouco inveja de vocês que conseguem conviver tão bem com isso, simplesmente denegando a possibilidade da extinção final, onde tudo será esquecido, nada será reparado, e Nietzsche sabe o resto.&lt;br /&gt;Eu estava sentada à beira do rio sujo que um dia tinha sido bonito e límpido, e esperava. Esperava a ressaca passar, um pouco esperando a vida passar também, silenciosa e indolor, como o rio. Mas a vida não passava. Ou melhor, passava, mas eu nem senti. O vento soprava na superfície da água calma e suja, e fazia ondinhas bonitinhas e leves. Questão de segundos - ou menos - e elas já tinha desaparecido, como tudo o mais nesse mundo, exceto as montanhas que sempre ficam por mais tempo que nós. Mas as montanhas também se vão... E como seria se não fossem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de água gelada na cara para agüentar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sabia que você viria.&lt;br /&gt;- Sim. Não poderia ser diferente. Você sabe...&lt;br /&gt;- Eu sei. Dói?&lt;br /&gt;- Tanto quanto dormir. Dormir dói?&lt;br /&gt;- Não. Mas é angustiante não voltar...&lt;br /&gt;- É angustiante se preocupar com o que veio antes? Você ainda não estava lá...&lt;br /&gt;- É diferente...&lt;br /&gt;- Não, é a mesma coisa. Você é apenas o intervalo, o desvio. Mais nada. As coisas seriam mais fáceis para vocês e para mim se pelo menos essa verdade fosse aceita... Tudo é apenas o desvio. E não me venha com "ah, eu preciso de mais tempo, minha vida não valeu a pena". Você teve exatamente seu tempo para fazer alguma coisa de útil. Não é culpa minha se não soube aproveitar.&lt;br /&gt;- É deprimente pensar em desvio...&lt;br /&gt;- Claro que é! Algum dia você pensou que a vida fosse justa, bonita e tivesse algum sentido? Tolinho! A vida é o que você faz dela. O que você faz de você mesmo. Mas agora chega de conversa. Eu tenho mais o que fazer.&lt;br /&gt;- Claro...&lt;br /&gt;E então eu dormi de novo. Sem sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-3277775898708249548?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/3277775898708249548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/manifesto-da-psicossociologia-sinttica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3277775898708249548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/3277775898708249548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/manifesto-da-psicossociologia-sinttica.html' title='Excursus'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-891929951690888313</id><published>2008-11-19T22:44:00.002-02:00</published><updated>2009-09-13T19:13:02.595-03:00</updated><title type='text'>Índice</title><content type='html'>&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Excursus&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Love Letters Nº 01&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Love Letters Nº 02&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Love Letters Nº 03&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O Cálice e a Espada&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Crônicas de Morte&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Jogos Perigosos&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Propósito&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Carta de Suicídio Nº 01&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Batalha no Umbral&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Lítio&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Dentro dos Olhos de Gato&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Alice em Correntes&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Elegia à Pós-Modernidade&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Elegia à Pós-Modernidade - parte II&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Faces da Morte&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Faces da Morte II&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Pequena História Crítica&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Acrílico Sobre Lona&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Metástase&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Anna&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Angst&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Angst 2ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Cinzas&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Desencanto&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Oi, Tem Alguém Aí?&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Falácias&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;O Chamado do Desespero&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;"&gt;Ultimamente&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #cc0000; font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace;" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-891929951690888313?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/891929951690888313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/ndice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/891929951690888313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/891929951690888313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/ndice.html' title='Índice'/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-2778860967340150110</id><published>2008-11-19T22:41:00.002-02:00</published><updated>2009-03-07T13:33:08.988-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vi os melhores cérebros da minha geração destruídos pela loucura&lt;br /&gt;Histéricos, nus, famintos&lt;br /&gt;Tragados pelas ruas negras da madrugada&lt;br /&gt;Em busca de uma dose violenta de qualquer coisa...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;Allen Ginsberg, Howl&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;&lt;br /&gt;Para você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:courier new;" &gt;A propósito, eu não fumo. Não que faça alguma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-2778860967340150110?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/2778860967340150110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/eu-vi-os-melhores-crebros-da-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/2778860967340150110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/2778860967340150110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/eu-vi-os-melhores-crebros-da-minha.html' title=''/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8617519601573322417.post-651613739607975581</id><published>2008-11-19T22:35:00.001-02:00</published><updated>2008-11-19T22:40:49.715-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if !mso]&gt; 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color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Nem 5 minutos guardados dentro de cada cigarro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SSSxVMen25I/AAAAAAAAAI8/vVoBbeQKEk0/s1600-h/cigarro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 315px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SSSxVMen25I/AAAAAAAAAI8/vVoBbeQKEk0/s400/cigarro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270532441615358866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Gisha;font-size:40;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8617519601573322417-651613739607975581?l=cincominutosguardados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/feeds/651613739607975581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/v-behaviorurldefaultvml-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/651613739607975581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8617519601573322417/posts/default/651613739607975581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cincominutosguardados.blogspot.com/2008/11/v-behaviorurldefaultvml-o.html' title=''/><author><name>Bárbara (Akyra)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17793532336808770229</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SehzzeOfzCI/AAAAAAAAAL4/fEE6ddjBlkw/S220/euzinha+bem+pequenininha.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E9scinfhGr4/SSSxVMen25I/AAAAAAAAAI8/vVoBbeQKEk0/s72-c/cigarro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
